Em três dias de maratona, 25 alunos de cursos técnicos do SENAI Bahia trocaram a teoria por um problema real de uma refinaria do Polo Petroquímico: automatizar o controle e a validação de dados de efluentes.
O desafio veio no Grand Prix Regional, realizado de 6 a 8 de maio durante o INDEX, maior evento da indústria do Nordeste, em Salvador. A disputa foi promovida pelo SENAI Bahia e pelo Sebrae Educação Empreendedora, com as empresas Dax Oil e Altus como parceiras.
Os 25 estudantes se dividiram em cinco escuderias, com alunos de oito áreas técnicas, de Química e Mecatrônica a Logística e Multimídia. A escuderia Synapse 4.0 venceu com uma solução de automação por sensores e software, e levou uma viagem nacional como prêmio.
- Evento: Grand Prix Regional, dentro do INDEX, em Salvador.
- Quando: de 6 a 8 de maio de 2026.
- Participantes: 25 alunos do SENAI Bahia, em 5 escuderias.
- Vencedora: escuderia Synapse 4.0, com solução de automação.
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Como foi o Grand Prix do SENAI Bahia no INDEX
O tema desta edição, a segunda do Grand Prix Regional, foi “Indústria mais digital”. As cinco escuderias receberam um problema concreto da Dax Oil, refinaria do Polo Petroquímico: criar uma solução que automatizasse o controle e a validação de dados de efluentes, eliminando o trabalho manual e garantindo rastreabilidade, integridade das informações e conformidade ambiental.
Ao longo de três dias de imersão, os alunos trabalharam sob pressão, em equipe, com mentoria da Altus. As escuderias reuniram estudantes das unidades do SENAI de Feira de Santana, Alagoinhas, Lauro de Freitas, Cimatec, Camaçari e Dendezeiros, de áreas como Química, Automação, Desenvolvimento de Sistemas, Eletrotécnica, Administração, Logística, Mecatrônica e Multimídia. O ambiente do INDEX colocou os participantes em contato direto com tendências tecnológicas e profissionais do setor.

A escuderia Synapse 4.0 venceu com automação por sensores
A equipe vencedora foi a Synapse 4.0, formada por João Victor Agapio Modesto Mendes, Miguel Jesus Dias, Jaqueline Oliveira da Silva Queiroz, Ítalo César Oliveira de Souza e Geysenara Borges de Almeida Santos. A solução usava sensores e um software para transmitir informações em tempo real e monitorar a planta industrial. Como reconhecimento, a escuderia recebeu uma viagem nacional oferecida pelo Sebrae e pelo SENAI, além de brindes dos patrocinadores.
Para Jaqueline Queiroz, de 24 anos, estudante do curso técnico em Automação Industrial do SENAI Lauro de Freitas, foi o primeiro Grand Prix, e ela já quer participar do próximo. Segundo a estudante, a maratona foi a chance de aplicar o que se aprende no curso na busca por respostas para problemas reais da indústria.
Por que a indústria aposta no SENAI para formar mão de obra
Para as empresas parceiras, iniciativas como o Grand Prix encurtam a distância entre a sala de aula e o chão de fábrica. A Dax Oil participou pela segunda vez e destacou que os melhores profissionais que acompanhou passaram pelo SENAI, sobretudo na área industrial. Já a Altus reforçou que a falta de mão de obra qualificada é um gargalo visível em diferentes polos industriais do país.
“Nos surpreendeu muito positivamente a evolução das equipes. Hoje, viajando pelo Brasil e acompanhando a indústria, vemos uma grande falta de mão de obra qualificada. O SENAI e o Sistema FIEB têm um papel fundamental nisso, promovendo eventos como esse e oferecendo cursos conectados às tecnologias emergentes do mercado.”
Marcelo Carniel, gerente de Negócios da Altus
Para Emanuelle Arraz, coordenadora do Centro de Inovação da Educação Profissional do SENAI Bahia, o Grand Prix mostra a conexão entre educação, inovação e futuro do trabalho. Quem quer entrar nesse universo, com bolsa-auxílio durante a formação, pode olhar o Programa Autonomia e Renda do SENAI, que paga de R$ 660 a R$ 858 por mês. Mais informações sobre o Sistema FIEB e o SENAI Bahia estão no portal nacional do SENAI.
Como uma formação técnica do SENAI chega ao chão de fábrica
Para quem está decidindo entre uma graduação cara e uma formação técnica mais curta, vale entender o que cada caminho entrega. Uma boa formação técnica do SENAI tende a colocar o aluno cedo em contato com equipamentos, leitura técnica e problemas reais, como aconteceu no Grand Prix. As inscrições para cursos do SENAI variam por estado e por programa: há editais gratuitos abertos o ano todo, alguns com bolsa para parte dos alunos.
O Grand Prix é só a vitrine. Por trás dele estão turmas regulares de cursos técnicos e profissionalizantes, muitas delas com vagas gratuitas. Vale conferir os editais da unidade do SENAI mais perto e comparar com outras opções de qualificação antes de decidir.
Perguntas frequentes
O que foi o Grand Prix Regional do SENAI Bahia?
Uma maratona de inovação de três dias, realizada de 6 a 8 de maio de 2026 durante o INDEX, em Salvador, em que 25 alunos de cursos técnicos do SENAI Bahia criaram soluções para um desafio real da indústria.
Qual era o desafio do Grand Prix de 2026?
Sob o tema “Indústria mais digital”, as equipes precisavam desenvolver uma solução para automatizar o controle e a validação de dados de efluentes de uma refinaria do Polo Petroquímico, eliminando processos manuais.
Quem venceu o Grand Prix do SENAI Bahia?
A escuderia Synapse 4.0, com cinco alunos de unidades do SENAI Bahia, usando uma solução de automação por sensores e software. A equipe recebeu uma viagem nacional do Sebrae e do SENAI.
Como faço para estudar no SENAI?
As inscrições variam por estado e programa. Cursos gratuitos são oferecidos por iniciativas como o Programa Autonomia e Renda, com bolsa-auxílio para parte dos alunos. Consulte os editais da unidade do SENAI da sua região.
O SENAI Bahia realizou o Grand Prix Regional de 6 a 8 de maio de 2026, no INDEX, em Salvador; 25 alunos competiram e a escuderia Synapse 4.0 venceu com automação por sensores.
Conteúdo elaborado por Ivan Alves, da redação Guia dos Cursos, com base em dados oficiais e fontes públicas.












