
Concurso PF deve ganhar 1.500 excedentes após confirmação da ministra Esther Dweck
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, confirmou nesta quinta-feira, 2 de abril, que o governo deve autorizar a convocação de 1.500 excedentes do concurso da Polícia Federal — número que pode elevar o total de nomeações a 2.500 aprovados ainda neste mandato, em um dos maiores aproveitamentos de cadastro de reserva da história da corporação.
A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, e representa o indicativo mais concreto até agora de que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) pretende ampliar as chamadas. Segundo Dweck, o presidente Lula tratou diretamente do tema em conversa recente, reforçando a importância de valorizar a corporação.
A medida beneficia diretamente os aprovados que ficaram no cadastro de reserva do certame realizado em 2025, com oportunidades em cinco cargos da área policial. A seguir, confira o cronograma previsto pela ministra, os cargos contemplados e o que ainda falta para as nomeações serem efetivadas.
Governo prevê 2.500 nomeações no concurso PF até o fim do mandato
De acordo com Esther Dweck, mil excedentes devem ser convocados de forma imediata, com a possibilidade de mais 500 aprovados ainda em 2026. A fala da ministra deixou claro o tamanho da ampliação prevista:
“Então a gente deve chamar mais mil imediatamente, talvez mais 500 ainda esse ano. Então serão 2.500 pessoas para a Polícia Federal nesse mandato”, explicou Dweck durante o programa.
O número acompanha o que a própria Polícia Federal já havia solicitado. Em ofício recente encaminhado ao governo, a corporação pediu o aproveitamento de até 1.508 candidatos aprovados — total correspondente aos cargos vagos atualmente. O pedido veio após o MGI negar a convocação de 1.456 excedentes, com base em limitações orçamentárias da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Com a nova sinalização, a PF ficaria próxima de suprir todo o déficit do quadro de pessoal.
Convocação dos excedentes do concurso PF ainda depende de decreto presidencial
Apesar da confirmação pública, a nomeação dos excedentes ainda depende de atos formais do Governo Federal. Como o número ultrapassa o limite legal de 25% de excedentes previsto na legislação, a medida exige a edição de um decreto presidencial.
Somente após essa autorização é que as convocações poderão ser efetivadas. A própria ministra reconheceu que o número, “embora tenha sido vazado, ainda não foi dito” oficialmente — o que reforça a necessidade de acompanhar os próximos passos de perto.
Cargos disponíveis e estrutura do certame
Realizado em 2025, o concurso da Polícia Federal ofereceu mil vagas imediatas para a área policial, distribuídas entre cinco carreiras:
- Delegado
- Perito criminal
- Agente
- Escrivão
- Papiloscopista
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já havia sinalizado a intenção de nomear 2 mil aprovados, com formação escalonada na Academia Nacional de Polícia (ANP): mil policiais no primeiro semestre e mil no segundo. Segundo ele, a corporação alcançaria pela primeira vez 100% do efetivo previsto.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Vagas imediatas (edital) | 1.000 |
| Excedentes sinalizados pela ministra | 1.500 |
| Total previsto de nomeações | Até 2.500 neste mandato |
| Cargos | Delegado, Perito Criminal, Agente, Escrivão e Papiloscopista |
| Capacidade ANP (2026-2027) | Até 2.000 alunos |
| Efetivo atual da PF | ~15.000 (13 mil policiais + 2 mil administrativos) |
| Condição pendente | Decreto presidencial |
ANP se prepara para receber até 2 mil alunos
Estudo técnico da Academia Nacional de Polícia aponta capacidade para receber até 2 mil alunos entre 2026 e 2027. Mil vagas correspondem ao provimento imediato previsto no edital, e as demais podem ser preenchidas por excedentes do cadastro de reserva, conforme necessidade da corporação e aval do governo.
A PF conta atualmente com cerca de 13 mil policiais








